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terça-feira, 30 de setembro de 2014

PANÓIAS - santuário pagão - exposição


Panóias – santuário pagão

Exposição de artes plásticas inserida no projeto Serapíades do Agrupamento de Escolas Morgado de Mateus.

De 10 a 30 de Setembro de 2014 no santuário de Panóias.

O agrupamento de escolas Morgado de Mateus abre o ano letivo e oferece à comunidade mais uma exposição de artes plásticas sobre Panóias, resultante do trabalho desenvolvido no ano anterior, pelos alunos da docente Anabela Quelhas. O objetivo consta da intenção de dar mais visibilidade a este monumento nacional localizado na área de influência do agrupamento.

         “Panóias é um conjunto de penedos graníticos estrategicamente localizado numa colina, com vista para toda a envolvente e com uma perspetiva privilegiada para a serra do Marão. O santuário é constituído por um recinto onde se encontram três (entre outras) grandes rochas e onde foram talhadas várias cavidades, de diversos tamanhos, bem como escadas de acesso. Era o local de sacrifício de animais aos deuses e onde se realizaram rituais de purificação.

         Esta é uma realidade muito distante dos nossos alunos. Através da maquete foi possível ter uma ideia mais concreta do que se passava no século III dC.

         Observar, desenhar e recriar construiu uma familiaridade com este espaço descodificando alguns mistérios e essencialmente considerando o grande valor deste património, que é um testemunho da multiculturalidade, do respeito e da tolerância.

         Aprender a ler a História e preservar este testemunho através da criatividade foi uma experiência para repetir.”

segunda-feira, 30 de junho de 2014

SERÁPIS - exposição de artes plásticas




Serápis

   Exposição de artes plásticas inserida no projeto Serapíades do Agrupamento de Escolas Morgado de Mateus

Serápis foi um dos deuses de culto do Santuário de Panóias, veja-se a inscrição:

 “Ao altíssimo Serápis, com o Destino e os Mistérios, G.C. Calpurnius Rufinus, claríssimo.”

   Serápis, deus egípcio difundido na cultura grega e latina, chega às terras de Panóias através do exército romano e é neste local que se realizava o seu culto. Deus atribuído às trevas quando estas apenas significavam o desconhecido.

   Serápis, como divindade, tem uma representação física. Cabelos longos, cinco farripas sobre fronte, barbas fartas, compridas, ligeiramente onduladas, emolduram um rosto de idade madura. Nos registos antigos, Serápis surge com um modius (vaso) ou calathos sobre a cabeça, como símbolo da prosperidade e da fertilidade dos solos, características muito apreciadas na antiguidade, identificando-o assim como divindade da abundância.

   Por vezes, posa junto de Serápis, um monstro tricéfalo, guardião do inferno, convertendo Serápis em senhor do tempo e da eternidade; segura na sua mão direita o monstro Cerberus, enquanto a mão esquerda se apoia no símbolo do poder, um ceptro bifurcado.

   Hoje, os nossos jovens recriam Serápis numa escola perto do Santuário, duma forma descomplexada e atrevida, em que o verdadeiro culto é a criatividade e o limite, o infinito. 

   Como eles vêem e representam Serápis? Representam-no novo ou velho? Parece-se com quem? Com um filósofo, com um biólogo, com um escultor, ou com uma estrela pop?

   Venha Serápis e escolha!


Anabela Quelhas (professora de artes visuais e co-autora do projeto)